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Festival Merah

O filho da puta que assassinou  judeus e soldados franceses lá foi enterrado em frança. Tanto os pais do assassino como as organizações islâmicas foram rápidas a focar-se em pedir direitos e fazer exigências para preservar a 'dignidade islâmica' do criminoso.
Nada de pedidos de desculpas pelos crimes. Onde estão os muçulmanos ditos 'moderados'? Passamos a vida a ouvir tretas sobre o pacifismo do 'muçulmano moderado comum' em contraste com a suposta ínfima minoria de pessoas confusas (terroristas), mas sempre que há um caso de terrorismo, nenhum muçulmanos diz nada. Não vejo uma única manifestação contra este tipo de acção bárbara por parte dos muçulmanos.
Para os otários que ainda não perceberam, o motivo é simples: eles não dizem nada porque são a favor do terrorismo islâmico. Dos milhões de muçulmanos na europa, será que muitos reprovam estes atentados? Ou será que até concordam e sentem que estão no direito de matar inocentes por causa do conflito israelo-palestiniano? É perfeitamente óbvio que são a favor deste tipo de acção.

Mas a parte mais insólita deste festival triste levado a cabo pelos pais do terrorista, foi mesmo a localização do enterro. Depois de tanta merda a exigir (é preciso ter um descaramento do caralho, não?) que o monte de merda fosse enterrado na Argélia, o governo argelino prontamente os mandou pró caralho categoricamente. Não deixa de ser curioso, que enquanto a França anda a dar trela a escumalha desta, nem a Argélia, que é um país muçulmano, a quer.

E agora, passados uns dias da tragédia, já foi preso o irmão do Mohamed Merdah e outro amigo já é procurado. Ambos ajudaram a planear os atentados. Tambem já foram impedidos de entrar em frança quatro clérigos islâmicos jihadistas.  Onde estão os traidores que dizem que isto é obra de um homem frustrado e mal tratado pelo sociedade francesa? Eu acho que deviam dar a cara agora, é que falam sempre com uma autoridade moral do caralho... onde estão agora?

Mas uma quesão importante. Os quatro clérigos muçulmanos foram impedidos de entrar em frança como? Chegaram de avião? E se chegarem por terra? Como é que se impedem de entrar em frança? E mandam-se para onde? Para a Espanha? Para a Bélgica? E como se garante que nao regressam a França no dia seguinte?

Actualização:
Afinal já subiu para 19 o número de terroristas islâmicos detidos em França na sequência do atentado. Aproveito para mandar os apologéticos da teoria do coitadinho-ostracisado-pela-sociedade para o caralho que os foda.

A cona aberta da Europa

A expressão não é minha, é do cibernauta Manuel Cunha que deixou um comentário no blog O Triunfo dos Porcos, e refere-se ao Espaço Schengen.

É uma analogia perfeita. Quem não se lembra da cona aberta do liceu? Aquela que podia ser usada por quem quisesse. No meu, era a da Tânia. Qualquer grunho lá podia ir, e muito gebo de toda a espécie lá foi, até ciganada e miudos mais velhos de fora vinham para se servirem.
Pessoalmente, por muito que as hormonas me fervessem no sangue, nunca sequer me passou pela cabeça recorrer à oferta da Tânia. Foi uma escolha pessoal, mas não é disso que este post trata.

Pois o Espaço Schengem é isso mesmo, é como a cona da Tânia. Qualquer um lá pode ir, é para usar e abusar sem lidar com as consequências, é o que igualiza tudo o que lá vai. Seja menino de côro, seja cigano descalço.

A europa e os muçulmanos: tensão num continente tolerante


Aarhus é uma cidade pacata. Quem caminha pelo centro histórico num dia de semana, a julgar pela tranquilidade da paisagem urbana, não imagina que possa abrigar uma das mais respeitadas universidades da Europa (de fato, uma das 100 melhores do mundo), além de ter quase 250 mil habitantes. Foi, contudo, um jornal desta cidade dinamarquesa, pacífica e ordeira, que revelou ao mundo uma discussão latente na Europa:em setembro de 2006, ao publicar doze charges retratando o profeta Maomé, uma delas em que ele aparecia com uma bomba amarrada na cabeça em lugar do turbante, o jornal local Jutland Post gerou protestos que ultrapassaram todas as fronteiras. Muçulmanos em diferentes partes do mundo indignaram-se contra os desenhos: retratar o profeta é ofensa grave para os religiosos. Já na cultura dinamarquesa e europeia, a liberdade de expressão e a tolerância tem clara preferência.

Hoje, mais de 5% da população europeia é muçulmana. Só na Holanda, chegam a quase um milhão dos dezesseis milhões de habitantes. Vindos do norte da África e da Turquia, imigrantes foram atraídos pelos governos europeus durante o pós-guerra para prover o mercado de mão de obra barata. A política de atrair imigrantes cessou em meados dos anos 1970 pois muitos dos que já residiam na Europa ficaram desempregados com a crise econômica, sem porém voltarem aos seus países de origem.

O processo migratório desde então se intensificou, contradizendo todos os prognósticos: imigrantes já radicados, principalmente muçulmanos, passaram a convidar familiares a viver aqui também; homens passaram a viajar à terra de origem em busca de esposas, muitas vezes forçadas a enfrentar um casamento arranjado e acompanhar o marido na volta. Muitos não conseguem ou não querem integrar-se à nova sociedade em que vivem. Continuam falando árabe, por exemplo, melhor do que a língua local. Paul Scheffer, renomado político e escritor holandês, professor de Sociologia Urbana da Universidade de Amsterdam, advertia já no ano 2000 em um famoso artigo publicado na imprensa holandesa de que havia apenas uma conclusão possível desse processo: a integração na Europa ocorreria apenas em casos excepcionais, longe de se tornar uma regra. Os atentados terroristas nos Estados Unidos, em 2001 e, depois, na Europa, dificultaram ainda mais a já difícil integração e adicionaram um novo ingrediente ao processo: a radicalização dos jovens muçulmanos. Paradoxalmente, pois, uma regra acabou se consolidando: cada país, dentro de seu contexto, está lidando com um novo problema que ameaça a própria cultura de tolerância europeia.

O professor Lasse Lindekilde, doutor em Ciência Política pela Universidade de Florença, é especialista no assunto e falou à Revista Voto sobre o tema no intervalo de uma de suas aulas aos mestrandos do curso de Jornalismo, Mídia e Globalização, na Universidade de Aarhus. "A União Europeia, o Reino Unido, a Holanda e a Dinamarca foram os primeiros a propor políticas antirradicalização há cinco, seis anos. Desde os ataques terroristas em Madri (2004) e Londres (2005), para ser preciso. Foi aí que todo o discurso radical na Europa iniciou. Na Dinamarca, mais especificamente, após a publicação das charges no Jutland Post". Com a prisão, em 2008, de dois tunisianos e um marroquino nascido na Dinamarca por planejarem um atentado contra o cartunista Kurt Westergaard, a necessidade de tais políticas pareceu ainda maior.

O foco dos estudos de Lindekilde são os jovens que as políticas antirradicalização dinamarquesas visam atingir. "Esses jovens não acreditam em democracia. Todos os entrevistados da nossa pesquisa podem ser considerados não-democráticos. Os jovens muçulmanos acreditam que cabe a Allah fazer as leis; que eles jamais votariam em uma eleição dinamarquesa, que nunca participariam de um sistema democrático", avalia o professor. "Entretanto, eles não têm a intenção de fazer da Dinamarca um califado, de instalar um regime teocrático aqui, de destruir a democracia dinamarquesa", prossegue, distinguindo entre ser antidemocrático e não-democrático. O antidemocrata teria por finalidade destruir a democracia. O não-democrata convive com ela, sem porém aceitá-la ou participar dela.

A vida do cartunista autor das charges mudou radicalmente nos últimos anos, a ponto de contar com permanente proteção policial. Em contrapartida, também os muçulmanos na Dinamarca sentiram mudanças. "Muitos muçulmanos acusam as políticas antirradicalização de serem discriminatórias, apenas orientadas contra muçulmanos; que são simplesmente a continuidade da forma peculiar como os dinamarqueses descrevem muçulmanos como problemáticos e causadores de problemas". A implementação dessas políticas antirradicalização, portanto, segundo Lindekilde não é garantia de pacificação social: "muitas entidades muçulmanas veem essas políticas como discriminatórias e marginalizantes e poderíamos concluir que elas geram mais radicalização no mesmo momento em que tentam combatê-la. Nosso objetivo é tentar descobrir quais mecanismos podemos usar para evitar que isso aconteça".

Na Holanda, na Dinamarca e nos demais países europeus, o sentimento antimuçulmano tem, de fato, crescido: partidos têm se utilizado do discurso anti-islã para aumentarem suas bancadas enquanto muçulmanos se integram cada vez menos à sociedade em que vivem. A exemplo de Aarhus, por trás da aparência pacata e de tolerância, o mundo descobriu que há, definitivamente, uma grande tensão social em curso na Europa.

Por Marcel van Hattem - mestrando em Ciência Política pela Universidade de Leiden, Holanda